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Mostrando postagens de novembro, 2011

Decisores da Exploração

Se eu fosse Deus e se eu existisse entrava naquela bolha de ar que se formava com a chuva. Aquele pingo dàgua que caira sobre a arvore escorrendo pela folha e a expulsava para o asfalto, chegando ao chão formava a bolha que descia lentamente bailando como se aquele momento pertencesse somente a natureza. Ela dançava como os jogos de pin boll das maquinas dos parques de diversão, a bolha batia num pequeníssimo degrau do asfalto, e rodava, rodava e eu a seguia, imaginando sua leveza. Pura inveja!   No plano capitalista que adotamos, a morte da pessoa so interessa os filósofos. A morte da mente não do corpo é preenchida pela saturação, apodrece, explode. E lá se vão passando os pequenos cidadãos, tímidos sem se importar com a alagação, com suas humildes mochilas molhadas, enquanto os filhos dos novos ricos (neocapitalismo) assistem a tudo secos, com seus seguranças e suas S.U.V lançamentos. Pelo retrovisor assisto as i nundações, trânsito bloqueado, gente desesperada presa dentro ...

Senso de identidade

REFLETIR PARA EVOLUIR Primeiro levaram os negros, Mas não me importei com isso Eu não era negro Em seguida levaram alguns operários, Mas não me importei com isso Eu também não era operário Depois prenderam os miseráveis, Mas não me importei com isso Porque eu não sou miserável Depois agarraram uns desempregados, Mas, como tenho o meu emprego, Também não me importei Agora estão me levando, Mas já é tarde. Como eu não me importei com ninguém, Ninguém se importa comigo. Berthold Brecht