sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Andanças e mudanças

Muita coisa mudou, confiante que foi para melhor. Estou melhor.
Os adultos exigem razão, Palavras são perigosas. Tem um poder de engano infinito. Não só de engano, como também de feitiço.
Crianças nunca fazem perguntas para brincar. Para as crianças basta pouco, por isso são felizes. 
Cheguei num estado melhor de "gente", pelo menos para mim.
Acabou o contemplamento esperado que me fazia a ansiedade ser melhor e maior que eu. Apenas escrevo, nao mais te espero.
Ser feliz dá tempo.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Alma falando

Minha alma esta em descompasso do presente. Esta fora do eixo. Coisas que qualquer coisa faria questão de estar, de ter, de possuir, estou desfazendo-me. Nada mais me admira, eu nao quero o que todos querem, eu so quero o que minha alma permite. Novamente voltando em mim. Nada de luxo nem lixo, sendo esse ultimo o que me rodeia. Aqueles lixos intermináveis de peitinhos empinados e bundinhas de agachamento, Eu prefiro o peitinho que segura lápis e a bunda mole, que qualquer outro gesso dessa sociedade engessada.

RETORNO

AO QUERIDO APOCRIFO, SAIBA QUE RETORNEI, MAS NAO TIVE RETORNO.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O que fiz de mim...

Que há um gosto em mim em passear no passado é mais que notório. Assisto de mim.
Sensatez demais, comedimento demais, amarras e empecilhos, vivencias terríveis – e minha vida foi perdendo o sentido, me joguei num beco escuro molhado e com baratas. Por vezes ficava esperando a fera que imaginava existir dentro de mim. E colocava tudo a perder.

Cavando-me me torno de incertezas, abismos. Temo que isso pareça chorão demais, lamurioso para quem um dia ler. Mas não tenho outro modo de anotar os desassossegos daqueles anos sem Deus. Tudo quanto puder irei registrar, sem pretensão futura, nada importa – o belo e o bom – o terrível e o inconfessável – até o aviso de febre e frisson que essas divagações indigentes, devidamente picotada dentro da minha alma habita. Me consola que o amanhã será a liberdade. Alguém há de ler isso e o sentimento desse momento será partilhado e destruído. Por isso que escrevo, escrevo, escrevo. Para que nada senão cinzas do que foi o movimento da minha vida de alguns anos. Porque algumas vezes fui bailarina e pagã; outras casta e melancólica. Já fingi outras identidades, nomes e sobrenomes fictícios, eu me aberrava de mim. Até hoje não me alcanço entender o que se encontrava na dissolução e na insolvência moral em que me meti, ainda que por breve tempo – o espirito. O motivo para tamanha barbárie? O mesmo das tragédias do mundo – ciúmes, desesperações de amor, inconsistência de mim...Ainda penso que ser o que atravessa a vida olhando pra trás de si e tendo pena...Penso com os olhos e ouvidos. Eu sinto a verdade e sou feliz. E meus pensamentos são todos sensação. Eu sinto que sou o ar que flutua tendo por cima o céu e, a agua por baixo. Quem me dera ser o pó das estradas ou a madeira do barquinho que flutua totalmente em contato com a agua. Queria muito ser a flor que não pode esconder sua cor. E eu queria...

Para meu grande e fiel amigo Daozin...Não dizer que só foi um! Foram dois.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Sintética, ela está!

Isso é uma poesia sintética, não procure saber se estou bem, ou mal, não perca seu tempo lendo ate o final. Isso é só para quem sente. Os limites da inteligência são frequentemente mais restritos que os da burrice, que parece ser ilimitada....Entende? E a brisa não tem limites, nem na mais velocidade de um neurônio. Lágrimas são expressões bilaterais.Para nós humanos existem limites em todas as situações e as lágrimas são o sinal que este limite chegou. Lágrimas são a expressão máxima dos sentimentos e emoções, tanto para alegria quanto para tristeza. Por isso, acho que meu primo, que recente me visitou, deva entender porque chorei tanto sempre que ele me preenchia de alegria.Lágrimas são a alma e não há prêmio maior. Quem aceita menos que isso, não conhece onde pisa. Palavras... Palavras... Não há limites para recolhê-las. Não há limites para tecê-las. Só quero voltar a voar...Cheirar as nuvens, e desejar que o dobro exista para todos aqueles que os desejam a outrem...o dobro, não a maldade.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

As extravagancias da especie

O que direi sobre os que repousam tranquilamente sobre o próprio purgatório que, esquecendo as indulgencia apontam para a loucura vizinha seu prazer ou seu proveito. Cheios de confiança em seus amuletos, em certas preces mágicas, oriunda de algum devoto impostor. Que juram prometer riquezas, honrarias, prazeres, boa comida, saúde inalterável longa vida, céu em ouros e brilhantes, velhice robusta e enfim, onde tudo é lindo, não existe dor, nem fome, um lugar ao céu ao lado de Jesus Cristo. Quanto a essa ultima vantagem, só querem usufruir o mais tarde que puderem. Pergunte a estes julgadores, se querem tudo isso agora! Querem nada. Somente quando os prazeres deste mundo os abandonar...
Basta que um pecador com excelente oratória os convença de, ao jogar de umas moedinhas os terão a alma purificada. Perjúrios, traições, homicídios, imposturas, ingratidão...As moedinhas os redimiu, e redimiu tão bem que ele acredita poder recomeçar tudo outra vez.
Não quero parecer atacar os que assim se transformaram porque, outra coisa igualmente “LOUCA”, LOUCA?... São os Santos erigidos  como protetores de diferentes lugares. Eu quando criança, usava uma amuleto na roupa, era um quadrado de 5cm x 5cm, em veludo vermelho que minha avó dizia me proteger, Nossa Senhora do Desterro, não podia perder nem abrir. Era todo costurado e tinha um alfinete que deveria prender por dentro da roupa. Eu abri li, era uma oração de proteção. O que não me salvou de uma tentativa de estupro em plena praça da Saudade.
Em cada região tem seu santo padroeiro, com suas virtudes particulares. Um por exemplo, cura a dor de dente, o outro te arruma um marido, outro faz devolver as coisas roubadas, outro preserva o naufrágio e assim por diante...Eu jamais terminaria se quisesse relatar todas as virtudes destes santos padroeiros. Há, ainda tem o caso de alguns que possuem sozinhos, varias virtudes ao mesmo tempo, é o caso da Mãe de Deus, a quem o Povo atribui, mais poder que seu Filho. Hãããã?????
Bem, entre tantos votos, velas etc...Já vistes um só em que algum agradece ter se livrado da LOUCURA, ou ter ficado um pouco mais SÁBIO? Nenhum, nenhum ainda agradeceu aos céus por ter podido livrar-se da LOUCURA. Ela é tão doce e agradável, que os Homens renunciariam a tudo antes de consentirem privar-se dela.
O certo é que a vida de todos os Cristãos esta repleta de extravagancias dessa espécie, que os padres e pastores autorizam e fomentam com prazer, pois conhecem bem o lucro que obtém.

Percorro com tanta rapidez minha insensata loucura que estava esquecendo de mencionar as diferentes classes de loucos, não esquecemos então, aquelas pessoas que, tendo os costumes e as inclinações canalhas, não cessam de enaltecer seus vãos títulos de nobreza. Meu nome é Tradição, eu sou da família tal, sua boca repete sem parar nomes antigos. E apesar de todo seu discurso, são pessoas tão estupidas quanto estatuas r que geralmente valem menos que as imagens que exibem. Mesmo assim, o Amor-próprio lhes faz passar numa vida feliz, e há inclusive gente bastante louca para respeitar como deuses esses animais estúpidos que não merecem sequer o nome de homens. Tem por ultimo, pra finalizar o que digo, as espécies menos agradável que as precedentes, é a das pessoas que se enaltecem e se glorificam com as qualidades e os talentos dos que estão a seu serviço, como se fossem a elas que os ceus tivessem concedido.