Postagens

Mostrando postagens com o rótulo o mal que não vemos a quem fazemos

Somos iguais em desgraça-frase de uma música que não lembro de quem é

A característica mais marcante em meu pai era sua rotatividade. Dizia-se inteligente sem livros e que sua fortuna era o pensamento. Papai falava sempre emocionado que quando eu aprendesse a ler eu iria possuir de alguma forma todas as coisas, inclusive, eu mesma. Não gostava de constatar o quanto me atormentava algumas coisas. Mas é segredo. Esse segredo alimentava o meu silêncio. E eu precisava desse silêncio para continuar ali. Mas, nunca consegui contar para ele o que acontecia comigo, com ele, com nossas vidas. Um deserto de almas. Acontece que aos 13 anos eu não tinha preparo nenhum para dar nome alguns às emoções nem mesmo tentar entendê-las. Apenas deixava cartas escondidas e secretas, como ainda hoje me são secretas algumas. Escondo-as tão bem que surpresa fico ao reencontra-las e me pergunto: Nossa, fui eu que as escrevi, que coisa pesada, o que eu pensara nesse momento? Eu fui da primeira turma de mulheres do Colégio Militar, indisciplinada, pensadora, sempre ficava detida po...