Quando eles se encontram...
Ele entrou e foi sentando na minha poltrona, e eu na poltrona...nego-me, no divã. Jamais pensei sentar num divã de costas para um homem. E começamos o lero - lero de louco para louco. O consultório fica no 6 andar de um prédio de 18 andares. Já havíamos tocados nos pontos mais básicos , como a mãe da gente, a mulher, os filhos, as amantes...E eu, ali, olhando pela janela com alguns pingos da chuva que não chegavam a molhar. O maluco falando dos problemas e, eu, alheia a tudo que ele dizia, respondia com sim, nâos e uns resmungo de hum-hum...Ate que ele me pediu para falar da minha relação com não sei quem. Ai começou meu pânico . O pânico era o diabo. Estava literalmente imposta a continuar no divã, contando tudo, tudo, tudo. Sempre me dá vontade de dizer que estou na pior, só para sentir a compaixão alheia. Acho que era Freud o assunto agora.. Ou seria esquizofrenia dúbia ?? Foi quando ele sacou que eu não estava nem ai. Aí, ele se levantou (me deu a liberdade de levantar...