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Minhas mãos cheia de palavras

Se eu encontrasse uma nave extraterrestre iria longo dizer : " Poxa caras, vocês demoraram pra vir me levar de volta pra casa." Está ficando dificílimo de viver num mundo onde o ego está tomando conta".   Eu diria: Coloca gás nessa geringonça e vamos roubar uma moto pra acompanhar um cara que eu admiro e convidar ele pra vir comigo...rsrsrs...É, hoje fique me perguntando como posso amar, sentir falta, imaginar se está tudo bem, se comeu, se ta num dia bom et cetera...Se apenas nos vimos uma unica vez? Com o toque apenas das mãos.Ele me faz crescer, ele me melhora. E me preocupo porque se um dia ele morrer, eu vou ficar menos, vou ficar menor. Gosto quando ele discorda, me desafia a pensar de outro modo. Não gosto de gente que concorda com tudo! Sempre pensei que excelência não é o status que você atinge na profissão, no cargo que ocupa, excelência é o horizonte, é as fotos postadas da satisfação, a satisfação que entorpece, adormece, que deixa num es...

A volta de volta que volta

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O amor da minha vida existe. E eu só vivi ate hoje para acreditar que ele existia. No dia do meu aniversário recebi uma homenagem do blog do  http://adaobraga.wordpress.com  no texto: http://adaobraga.wordpress.com/2012/08/02/eventos-do-dia-02-de-agosto/ . E fiquei surpresa com o "julgar" de um comentário no qual dizia que eu deveria estar em depressão. Bem, depressão todos apresentam, assim diz os estudos científicos, mas não era bem isso que havia acontecido comigo. Estou me dedicando a coisas que se fazem novas e, é preciso muita coragem para transformar a vida em segundos, como a vida nos transforma a todo momento, em segundos. Sou segundos e estou bem, bem viva e sentindo  uma  paz de equilíbrio. Já ouviu falar em "paz de equilíbrio"? Estava recolhida de mim mesma em um local distante, muito distante. Provando de novas experiencias, vivendo em comunidade oposto da minha, em língua diferente, costumes e comportamentos diferent...

Vida e Morte de uma vida.

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Eu amo viver mas já quero morrer, este mundo não me cabe...Eu não quero uma morte violenta, quero uma morte intensa...Não quero este céu inexistente, estas pessoas religiosas, não queria ouvir o que não acredito, não quero nem meu melhor amigo. Nem mais o procuro e, também não o assisto. O alheio esta sempre, sempre entrando, me invadindo...e quando me recolho tem uma sombra me procurando. Como numa frase de Fernando Pessoa: O homem é um cadáver adiado...Desfaço e falo, que o Homem é um cadáver adiado que procriam. Eu odeio a natureza humana, e amo a natureza intima do humano. Tudo isso também é falso, não quer dizer nada, como um lustre centenário caindo quer dizer tudo. Volto à minha fase secreta e impiedosa. Pensar em uma flor e cheirá-la, deixar que seu perfume me leve nas ilusões e depois, arranca-la e coloca-la num livro ate disseca-la completamente. Passando-se anos e, ...

As imaginações que assustam

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 Pensei em uma festa de fim de ano em que eu reunia todas as pessoas que eu tive ou que nao as tenho mais. Pessoas que vivi, pessoas que me viveram. Fiz um coquetel de carinho, gratidao e raiva. Tomaria tudo e ofereceria aos convidados um percentual da minha saliva, tudo numa entretroca. E a imaginaçao continuava a ferir, coloquei nesta festa, todas as empregadas que ja tive na vida. Pelo menos as que eu lembro. Para elas, dei uma cadeira para que sentassem. Para as que esqueci, manteria a ausencia com a cadeira vazia, assim como estao dentro de mim. Meus convidados masculinos alguns de ternos de marcas outros sem marcas nem ternos, mas em sintonia com os demais, se nao fossem suas bocas mudas e seus corpos presos em si mesmo. Mudos, como os invisiveis que passam por eles, assumidamente ditos  normais, em seus dia a dia. Nao esqueci os PNE, me sao tao necessarios cita-los, nao por misericordia, mas por todo respeito. E todos estavam na mesma festa, repito: mudos, engessados. S...

Decisores da Exploração

Se eu fosse Deus e se eu existisse entrava naquela bolha de ar que se formava com a chuva. Aquele pingo dàgua que caira sobre a arvore escorrendo pela folha e a expulsava para o asfalto, chegando ao chão formava a bolha que descia lentamente bailando como se aquele momento pertencesse somente a natureza. Ela dançava como os jogos de pin boll das maquinas dos parques de diversão, a bolha batia num pequeníssimo degrau do asfalto, e rodava, rodava e eu a seguia, imaginando sua leveza. Pura inveja!   No plano capitalista que adotamos, a morte da pessoa so interessa os filósofos. A morte da mente não do corpo é preenchida pela saturação, apodrece, explode. E lá se vão passando os pequenos cidadãos, tímidos sem se importar com a alagação, com suas humildes mochilas molhadas, enquanto os filhos dos novos ricos (neocapitalismo) assistem a tudo secos, com seus seguranças e suas S.U.V lançamentos. Pelo retrovisor assisto as i nundações, trânsito bloqueado, gente desesperada presa dentro ...

Senso de identidade

REFLETIR PARA EVOLUIR Primeiro levaram os negros, Mas não me importei com isso Eu não era negro Em seguida levaram alguns operários, Mas não me importei com isso Eu também não era operário Depois prenderam os miseráveis, Mas não me importei com isso Porque eu não sou miserável Depois agarraram uns desempregados, Mas, como tenho o meu emprego, Também não me importei Agora estão me levando, Mas já é tarde. Como eu não me importei com ninguém, Ninguém se importa comigo. Berthold Brecht

A máscara do cumplice dos amantes

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 Daria tudo para ver a sua cara ao encontrar esse email entre os vários que o marido dela, nossa vizinha, envia para você. Não me interprete mal; não estou escrevendo para provocar, nem criar caso. Quero apenas ser a primeira a te dar uma noticia do seu interesse. A menos que o seu amante já esteja ai com você para estragar a surpresa e te contar com medo da sua postura desprezível de mulher BARRACO. É, isso mesmo, ele não tem cara de ser como você, criar situações que remeta para uma desordem de classe social e moral aqui no condomínio. Esse papel é seu, a festa dos trausentes, deselegantes é somente sua. Alias, não muito distante do feito, a vi fazer xixi na rua, bêbada na madrugada, aqui no condomínio, entre vários olhares que ocultamente a observava, inclusive, junto com ele. Enquanto sua filha Victoria ainda dormia com o seu marido, que muito elegantemente, sempre fingiu não ver a farsante dissimulada que dorme, come e é sustentada ainda por ele. E não faça carinha de noj...