terça-feira, 10 de maio de 2011

Castelo de ilusões

Pensando bem,nunca tive um segredo. Um amigo ate me questionou sobre o "nosso" segredo.

Meu segredo segrega o que eu tenho de muito em mim. Amor.


Minha mae me disse a tres semanas atras: Voce é muito romantica.

-Pensativa sobre o dizer de mamae. Sempre fui o averso das ideologias, tipologias que a sociedade aplica.

Sempre fui mais "vida pobre" que a vida que vivo.Como disse o meu poeta favorito:

Minha morte nasceu quando eu  nasci.


Estava resgatando do jardim um bambu orquidea, e voce me perseguiu o pensamento.

Nao sei explicar que amor é esse, mas recordar o que eu vivi entre as horas loucas e tristes, perigosas e sordidas, romanticas e futuristas, me sinto melhor.

Na ausencia dos que me consolam.

Exatamente, os cantos dos passaros, da imortalidade da vida. Eu vou, voce tambem e eles permanecem

Minha alma louca há de sair cantando, entre Amy, Lorena Simpson e seu pedido de desliga por favor.

Se soubesse o que me enfada, reagiria agora mesmo. Isso, sua monotonia de nao viver, de ser um reflexo de alguem.

De depender, depender...E eu, me destraindo em construir meus castelos, bem mais pobres e simples que dos ricos e bem nascidos.

Nao, nao cabe a mim o dever de te guardar comigo e se eu pudesse, te arrancava do pensamento e te proibia de percorrer meus caminhos. Mas a prova maior, nao somos nada e achamos que somos algo.


Somos sim, nem donos de nós, nem do que achamos que somos.

No silencio daquele rio, na areia molhada, nos pés descalsos e nas roupas como testemunhas, selamos o que nunca existiu.

Só os bebados, os amantes e os que morrem de amor, podem fugir por instantes, continuar vivo e falando para o que passou.

Vivo de soltar trilhas do meu ser para que alguém me encontre, uma vez que eu mesma não posso seguir-me, viro as costas para o meu caminho.

Essa consciência faz de mim uma pessoa boa, mas que opta pela maldade como personalidade, não como forma de vida.


Apenas sou o que encontrei de uma busca, no meu íntimo. Impressiono-me, ainda. Sou espectadora real das coisas, sou protagonista da minha própria vida.

Meu egoísmo me deixou longe e agora não me envolvo com um todo, sou eu e só. Faço o que acho certo, mas sou o que vejo de errado, sem lástimas.

Sou o resultado de erros, mentiras, mas minhas atitudes são desprendidas de um pré-conceito, pois não espero dos outros o mesmo resultado de pureza e sinceridade que encontrei numa busca de mim.

Ser má faz parte do que sou nunca do que esperem que eu seja.Porem, o teor da pureza dessa maldade me deixa em duvida do que realmente posso ser.Onde aparece tao expressivamente essa maldade?

Nas trilhas de alguns que seguem por pura inveja e maturaçao do nada, meu caminho com marcas de lascas e pedras do caminho, aquele mesmo caminho que um dia foi de ouro, diamante e luz.

2 comentários:

Adao Braga disse...

Por isto, penso que o nosso campo mórfico de amor, atenção, dedicação, e tudo mais, nos une.

Tenho saudades de você! E a saudade doi!

Fátima Camargo Alegretti disse...

Gosto tanto de ler teus textos...
Gosto da inquietude, do movimento, da surpresa de me surpreender!
Bjs minha querida amiga virtual