Eu penso e tenho motivos para pensar que ser feliz e amar, destilar amor, são diferentes. E um amor inflaciona os momentos que estamos felizes. Podemos estar feliz e não ter "um amor". Mas, amar nos faz feliz.
A solidão... é outra coisa. Gosto de esta sozinho, ela de estar coladinho... o que se faz?
Oh Deus, Eu senti você soprando meu rosto cansado, suado e sempre com olheiras onde qualquer homem chamaria de vento. Mas, sei que é você. Com o vendo acompanha a chuva, e ainda é cedo, são cinco e dois da manha e o sol começou aparecer com as cores laranja, cinza e ao mesmo sentido claro, com o azul de costume. Olho pela janela do quarto e vejo as palmeiras num balanço e serenidade que me inspira inveja, vendo elas contemplarem a doce leveza de provar tudo ao mesmo tempo, o vento, a agua, a dança e sua soberania de beleza. Existe um muro ao meu lado esquerdo que me impede de vê-la por completo, aprecio apenas algumas sementes ou frutos redondos e verdes, formando um lindo cacho de vida que ao balanço sinalizam a positividade do "sim" como cabeças alienadas no balanço pescoço e queixo. E as palmeiras dançando respondem com o "não" torcendo-se na linda dança negativa de um lado para outro, subindo e descendo em contravento, ficam ouriçadas como se tivessem recebido...
Minha alma esta em descompasso do presente. Esta fora do eixo. Coisas que qualquer coisa faria questão de estar, de ter, de possuir, estou desfazendo-me. Nada mais me admira, eu nao quero o que todos querem, eu so quero o que minha alma permite. Novamente voltando em mim. Nada de luxo nem lixo, sendo esse ultimo o que me rodeia. Aqueles lixos intermináveis de peitinhos empinados e bundinhas de agachamento, Eu prefiro o peitinho que segura lápis e a bunda mole, que qualquer outro gesso dessa sociedade engessada.
Que há um gosto em mim em passear no passado é mais que notório. Assisto de mim. Sensatez demais, comedimento demais, amarras e empecilhos, vivencias terríveis – e minha vida foi perdendo o sentido, me joguei num beco escuro molhado e com baratas. Por vezes ficava esperando a fera que imaginava existir dentro de mim. E colocava tudo a perder. Cavando-me me torno de incertezas, abismos. Temo que isso pareça chorão demais, lamurioso para quem um dia ler. Mas não tenho outro modo de anotar os desassossegos daqueles anos sem Deus. Tudo quanto puder irei registrar, sem pretensão futura, nada importa – o belo e o bom – o terrível e o inconfessável – até o aviso de febre e frisson que essas divagações indigentes, devidamente picotada dentro da minha alma habita. Me consola que o amanhã será a liberdade. Alguém há de ler isso e o sentimento desse momento será partilhado e destruído. Por isso que escrevo, escrevo, escrevo. Para que nada senão cinzas do que foi o movimento da minha vida d...
Comentários
E um amor inflaciona os momentos que estamos felizes.
Podemos estar feliz e não ter "um amor". Mas, amar nos faz feliz.
A solidão... é outra coisa. Gosto de esta sozinho, ela de estar coladinho... o que se faz?