Oh Deus, Eu senti você soprando meu rosto cansado, suado e sempre com olheiras onde qualquer homem chamaria de vento. Mas, sei que é você. Com o vendo acompanha a chuva, e ainda é cedo, são cinco e dois da manha e o sol começou aparecer com as cores laranja, cinza e ao mesmo sentido claro, com o azul de costume. Olho pela janela do quarto e vejo as palmeiras num balanço e serenidade que me inspira inveja, vendo elas contemplarem a doce leveza de provar tudo ao mesmo tempo, o vento, a agua, a dança e sua soberania de beleza. Existe um muro ao meu lado esquerdo que me impede de vê-la por completo, aprecio apenas algumas sementes ou frutos redondos e verdes, formando um lindo cacho de vida que ao balanço sinalizam a positividade do "sim" como cabeças alienadas no balanço pescoço e queixo. E as palmeiras dançando respondem com o "não" torcendo-se na linda dança negativa de um lado para outro, subindo e descendo em contravento, ficam ouriçadas como se tivessem recebido...
Comentários
Já estou no Brasil, mas ainda não cheguei em casa... a cabeça como uma esponja...tantas emoções, tanta informação,um intensivo de dois meses e nos últimos dias eu já não dormia, era a cebeça, o corpo, pedindo trégua. Entaõ eu sei que é hora de voltar...e voltar, também é bom. Ao contrário de me encontrar, eu viajo pra me perder...o que, de uma certa forma, tem a ver com teu recorte de jornal.
Comemoro, não só minha volta ao Brasil, como tua volta ao "Ecrã" à cena. Adorei!
Gros bisou, como dizem os franceses,
Carlos o tio da Animuspente,...a minha "sombrinha" sabe?