Quase me conhecendo.

Tenho fases de excessiva preguica e outras extraordinárias diligencia. Há épocas que qualquer exercício mental é, para mim, uma tortura e meu único prazer é a comunhão solitaria com a musica.
Não sou ambiciosa, a não ser por provocação. Me sinto superar o obtuso, simplesmente por se achar superior a mim, tirando isso, não tenho ambição alguma. Não tenho fé no aperfeiçoamento humano. Vivo num devaneio do futuro. Pra mim, o ser humano hoje não é feliz nem mais sábio do que era há "seis mil anos".
Eu não tenho crença na espiritualidade, as palavras ditas sagradas não passam de palavras. Ninguém pode conceber o que é o espirito. Todos falam sobre a estimativa de vida, pelo que eu já disse, não tenho nenhuma.
Minha vida foi veleidade, impulso, paixão, desejo de solidão, desdém pelo presente e desejo pelo futuro.
Sempre fui consciente da mutualidade, aprendi com 12 anos quando entendi e, tambem da evanescencia das coisas temporais para empreender qualquer esforço continuo, para ser constante em alguma coisa.
Só me entusiasmo por musica e alguns poemas.
Mas, a musica é a perfeição da alma, ou da ideia, da poesia.
Eu guardava meus poemas, mas ao sair do Rio de Janeiro deixe-os com a "Neusa", e se perderam no tempo mais tambem nenhum merecia ser guardado.
Fui sincera mais vocês sempre me viram como um escaravelho.
DE QUEM SE FOI...



Comentários

POEIRAS AO VENTO disse…
que coisa boa saber que continua aqui saudades

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